Administrando empresas

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domingo, 2 de novembro de 2014

A questão do assédio moral nas relações de trabalho

Não é à toa que os processos trabalhistas cujo o objeto é o assédio moral se avolumam nos Tribunais. Não obstante os diversos estudos na área de gestão de pessoas que indicam a necessidade premente de tratamento equânime, isonômico e com respeito às pessoas no ambiente de trabalho, não são poucos os “líderes” que exercem a liderança através de métodos e práticas tiranas coercitivas e senão vexatórias que expõe colaboradores ao exercício do trabalho sob pressão desproporcional e que no mais das vezes, contraria e fere o princípio da dignidade humana insculpido no inciso III do artigo 5 da Constituição Federal.

Observa-se que as relações no ambiente de trabalho estão alicerçadas sobre o tripé consubstanciado pelo respeito ao trabalho, ao trabalhador e à dignidade da pessoa humana.

Deve-se respeitar o trabalho, porquanto é por meio do trabalho que se constrói toda a sociedade, uma vez que para sobrevivência humana cada serviço tem seu valor. Não podemos nos esquecer que aquele que trabalha presta um serviço, que é o ato de servir, ou seja, todo trabalhador é um servidor e enquanto servidor, merece respeito no cumprimento de seu dever.

Por consequencia deve-se dignificar o trabalho e respeitar o trabalhador, em consonância com o princípio do respeito à dignidade humana, condição fundamental para a mantença das condições de trabalho.

Ressalta-se que a lei resguarda o direito do trabalhador, neste sentido, todo aquele que tenha sua dignidade ofendida no exercício do trabalho deve recorrer à justiça.

Segundo o Ministério do Trabalho, pode-se definir assédio moral como:

O assédio moral nas relações de trabalho ocorre frequentemente, tanto na iniciativa privada quanto nas instituições públicas. A prática desse crime efetivamente fortalece a discriminação no trabalho, a manutenção da degradação das relações de trabalho e a exclusão social. (http://portal.mte.gov.br/data/files/8A7C812D3CB9D387013CFE571F747A6E/CARTILHAASSEDIOMORALESEXUAL%20web.pdf)

O assédio moral ocorrerá sempre que atos cruéis e atitudes violentas forem evidenciadas contra os trabalhadores. Ademais, os trabalhadores são postos em situações vexatórias e constrangedoras, vilipendiando-os moralmente, com o intuito de desqualificar e desestabilizar emocionalmente o trabalhador.


O trabalhador deve buscar a justiça, com a finalidade de afastar tal prática nefasta e devastadora que afeta diretamente as relações trabalhistas e o respeito à dignidade humana.

domingo, 14 de setembro de 2014

PLANO DE NEGÓCIOS

Um plano de negócios bem elaborado, abre caminho para o sucesso do empreendimento. Isso porque planejar é a primeira e mais importante tarefa do empreendedor. É preciso planejar antes de empreender, para que os riscos, inerentes à atividade empresarial sejam minimizados.

Não é a toa que a ferramenta da qualidade do PDCA (PLAN, DO, CHECK, ACT) traga como primeira tarefa o “PLAN” de planejar. Não obstante um bom plano de negócios deve contemplar, dentre outros aspectos, o mapeamento de tudo o que será feito, definir os limites do negócio a ser implantado, identificar riscos, pontos fortes, pontos fracos, com a finalidade de analisar o investimento a ser realizado.

Mas isso não é o bastante, o empreendedor deve tomar certos cuidados em relação ao capital de giro necessário para o início das atividades da empresa, com vistas a suportar os gastos iniciais durante o tempo em que a empresa não auferir receita suficiente para se manter.

Ademais, é importante que se faça cálculos adequados do ponto de vista econômico, para projetar receitas no tempo, bem como considerar os encargos inerentes às atividades, tais como tributos, inflação, gastos administrativos e operacionais, além de previsão de créditos para liquidação duvidosa (calotes).


Neste sentido, para empreender com perenidade, primeiro faz-se necessário planejar com qualidade.

sábado, 6 de setembro de 2014

A importância da Cadeia de Suprimentos

O objetivo principal de qualquer sistema logístico é atender aos clientes. Isto porque a logística compreende todo o processo, da fabricação à entrega do produto. Não se pode esquecer que um lead time enxuto, ou seja, adequado às necessidades dos clientes é fundamental. Neste sentido, cabe observar que o lead time é justamente o tempo necessário para atendimento do cliente, desde a produção.
É justamente para atender à lead time cada vez mais baixos, que cresce a importância da gestão da cadeia de suprimentos ou supply chain management (SCM) que permite à empresa, estabelecer um processo de atendimento ao cliente de forma enxuta e organizada, perpassando inclusive pelos seus fornecedores e parceiros, que também terão acesso à informações sobre dados de vendas, demandas, cronogramas de produção, com a finalidade de ajustar o fornecimento de insumos de forma sincronizada.
Neste sentido, cabe citar que:

Para habilitar esse grau de visibilidade e transparência, a sincronização requer um elevado nível de alinhamento de processos, que por si só exige um nível mais elevado de trabalho colaborativo. Essas são as questões às quais devemos retornar. (Christopher, 2013, p.169).

A cadeia de suprimentos passa a se tornar uma confederação de empresas que comungam de um mesmo objetivo e que fornecem vantagens em seu relacionamento umas às outras.
A ideia central é a otimização dos recursos, comprando insumos no tempo certo e entregando os produtos transformados também no tempo certo. Imaginemos por exemplo uma grande rede de supermercados, que precisa manter os produtos sempre disponíveis aos clientes, mas que, por outro lado, não deve manter muito desses produtos avolumando-se no estoque, porquanto esse é um custo para a empresa; neste caso, caso o fornecedor dos produtos tenha acesso aos dados de venda, poderá programar sua produção e seu lead time de tal modo que garanta o abastecimento, sem, contudo, onerar seu supermercado parceiro na cadeia de suprimentos.
Neste sentido é necessário criar as chamadas redes de “quick response” ou resposta rápida, de modo que as freqüências de entrega ocorram dentro dos prazos previstos, para, concomitantemente, reduzir os custos com estoques e garantir a disponibilidade dos produtos.
É notório, contudo, que a gestão da cadeia de suprimentos deve levar em consideração a complexidade do processo, tanto a montante quanto a jusante, ou seja, tanto antes quanto depois da fabricação, dos insumos à produção e da produção à entrega. Deve ser levado em consideração ainda a complexidade de variação, ou seja, a quantidade de produtos a ser comercializado, uma vez que da multiplicação de produtos decorre a dificuldade de previsão de estoques.
Além disso a complexidade do produto a ser fabricado, caso depende de diversas peças distintas, a cadeia de suprimentos e, consequentemente, fornecedores será cada vez maior. A uniformização de insumos que sejam comuns para o maior número de produtos a serem fabricados, pode ser uma boa solução, principalmente para as empresas que fabricam equipamentos eletrônicos.


CHRISTOPHER, Martin. Logística e Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. 3. ed. São Paulo: Cengage, 2013.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

EMPATIA

Empatia é uma característica extremamente importante e que deve ser atributo de todos os profissionais dentro das equipes de trabalho. Isto porque para que as equipes sejam eficientes, há que se fazer presente a interação humana adequada.

Neste sentido, cabe salientar que a empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro, entender e ouvir o seu colega de trabalho e mais, de ver o seu colega de trabalho, desfazendo-se de todo e qualquer tipo de egocentrismo ou prepotência que possa obstaculizar o entendimento do outro em sua completude.

Isto não quer dizer concordar sempre com a outra pessoa, mas colocar-se em seu lugar, de modo a compreender as razões ou a lógica que a levam a pensar ou agir de determinada maneira.

Trata-se de requisito fundamental para a criação de equipes de alta performance, uma vez que a colaboradores que fazem uso da empatia, tendem a desenvolver-se profissionalmente e contribuem, por conseguinte, para o desenvolvimento da equipe e da empresa

sábado, 5 de julho de 2014

Tolerância e empatia para o trabalho em equipe

No ambiente empresarial o relacionamento humano é imprescindível, porquanto de pessoas são formadas às empresas. Neste contexto, eis que surgem os conflitos, as divergências, as discussões e, em especial, a intolerância.

Notório que as pessoas pensem diferente, pois possuem modelos mentais diferentes, experiências de vida diferentes e cultura diferentes. Ademais, possuem conduta que muitas vezes é fruto do meio em que vivem.
Não obstante, é na empresa que afloram os desejos de crescimento enquanto profissional. Neste sentido, há uma necessidade de auto-afirmação e de reconhecimento pelo grupo de trabalho que perpassa na “cabeça” de muitos profissionais, pela necessidade de impor defeitos ou desqualificação aos trabalhos desempenhados por colegas de equipe.

As acusações mútuas são como pedras lançadas num lago que geram ondas de ignorância e desrespeito pelo ambiente, desse modo, o exercício da tolerância, da empatia e do respeito pelos colegas de equipe são imprescindíveis para a empresa.

Há que se ter tolerância e mesmo paciência com os erros provenientes do crescimento dos participantes da equipe. O erro faz parte do exercício do trabalho, deste modo, apenas criticar o profissional não faz daquele que o critica um mestre de sapiência e qualidade profissional, mas tão e somente o faz um profissional imaturo e desprovido de senso de trabalho em equipe.


Neste sentido, hão de se promover as críticas produtivas e construtivas que objetivem a resolução de problemas, com respeito aos profissionais da empresa, por meio da tolerância e da empatia pelos colegas de equipe.

domingo, 29 de junho de 2014

A similaridade dos produtos e a escolha dos clientes

Na atualidade os clientes têm a sua disposição produtos que cada vez mais se equiparam em termos técnicos. Principalmente em relação a produtos eletrônicos, mesmo as marcas menos conhecidas conseguem equiparar a qualidade e/ou funcionalidade de alguns produtos mais conhecidos no mercado.

O exemplo dos aparelhos celulares é típico, uma vez que muitas marcas atingem performances similares. Deste modo, resta agregar valor ao produto por meio de outras qualidades, tais como: agilidade na entrega e distribuição, agilidade e qualidade de serviços pós-venda, em relação à manutenção dos equipamentos defeituosos, bem como logística reversa para manter a garantia de produtos.

Neste sentido, não adianta apenas investir em marketing, porquanto as grandes empresas sabem que o melhor marketing é prestar um serviço de qualidade aos clientes. Reconhecidamente, marcas como Wal Mart, Mc Donald´s, Apple, Dell, HP, IBM não são descritas como empresas de qualidade apenas porque escolheram o melhor agente publicitário, mas porque, de fato, agregando valor aos serviços e aos produtos que ofertam aos clientes.

Não se pode olvidar, que muitas vezes a decisão do cliente por comprar um produto leva em consideração, por exemplo, a disponibilidade do produto, porquanto a maior parte das mercadorias atualmente são consideradas substituíveis facilmente pelos de outras marcas.


Com efeito, cabe às empresas manter uma cadeia de suprimentos adequada que permita logística ágil de entrega, pós venda adequado e disponibilidade do produto.

sábado, 21 de junho de 2014

NÃO SE PREOCUPE APENAS COM O VOLUME DE VENDAS


Normalmente os vendedores pensam apenas em volume de vendas, vender mais e mais. Contudo, essa, por incrível que pareça não é a solução. Deve-se vender bem com rentabilidade.

De nada adianta vender se essa venda não traz dividendos para a empresa. É necessário verificar o gasto com a logística da venda, quanto será gasto em tempo com o cliente, quanto será gasto para viajar até o cliente. Todos estes custos têm que entrar na conta, não se pode  verificar apenas o volume de vendas.

Ora, se vendemos R$ 10.000,00 em mercadorias, mas gastamos R$ 11.000,00 em sacrifícios para a venda, ou aplicando descontos desarrazoados não atingiremos o objeto final, qual seja, a lucratividade da empresa.
Muito vendedor se utiliza do desconto sem lógica para vender. Fácil, não consegue vender, baixe o preço em 20, 30%, ao invés de gastar energia para convencer o cliente de que o preço faz jus à qualidade do produto adquirido, afinal de contas deseja-se volume e não rentabilidade não é mesmo?

Notoriamente, em alguns casos cabe desconto maior, mas tão e somente se pretendemos fidelizar um cliente potencial, com a finalidade de aumentar o market share ou a participação, em outras palavras, no mercado consumidor.

Portanto, façamos vendas com qualidade, de modo a buscar, continuamente, rentabilidade (retorno sobre o capital ou dinheiro empregado na empresa) e não apenas volume de vendas.