Administrando empresas

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sábado, 10 de novembro de 2018

AMIZADE


Alguns nascem irmãos, outros nascem amigos
Amigos de fé, amigos de coração 
Amizade que cresce com o tempo 

Não há nem hão de haver obstáculos que cesse
Paixão fraternal que nos enriquecesse
 
Amizade é trazer consigo o amigo
Nos altos e baixos da vida
Seguro que sempre terá
Um lugar seguro pra retornar

Amizade é amor, afeição
Talvez o mais alto sentido da palavra paixão
Gratidão. É o que tenho por ti
Agradeço aos Céus - pois presente assim nem sei se mereci

Uma flor de jasmim, doce e delicada
Inseparável, não desistiu nunca de nossa amizade
Mesmo nos dias em que sei – não fiz por merecer; estivera comigo

E se um dia magoar-te; azar será o meu
Já que poucos terão a disposição
Coração como o seu
Sempre pronto a ouvir

Sentimento sincero e leal
Uma jóia de fato
Afirmo sem embaraço
Que o amor de amigo
Estará sempre comigo

Por todos os dias da Vida
Daqui até o universo se puder
E se em outras vidas eu estiver
Saiba que neste coração
Já existe gravado
E não pode ser apagado
Mesmo que a distância se faça presente
Seu nome pra sempre

domingo, 26 de março de 2017

Ética Um exemplo prático

Como diria o grande professor e filósofo Mário Sérgio Cortella, a Ética é conjunto de valores e princípios que os seres humanos utilizam para decidir a três questões fundamentais da vida: Quero, Devo e Posso.

De modo que há coisas que eu Quero, mas não Devo; outras que eu Devo, mas não posso; e por fim coisas que eu Posso, mas não Devo.

Exemplificando posso eu Querer obter o que não me pertence por vias ilegais, mas que não Devo por si só, em face de tipificação de crime prevista no ordenamento legal.
Pode o professor universitário criticar publicamente outras instituições em que não leciona, dado o direito a livre expressão, mas não Deve em respeito às pessoas que lá estão.

Deve o administrador público zelar pelo erário (patrimônio público), mas não o faz por não o querer devido a interesses pessoais, em alguns casos, em detrimento do interesse público.
Portanto, equação perfeita da Ética ocorre quando eu Quero, Devo e Posso fazer, dizer e agir em relação às decisões a tomar do cotidiano.

Veja, caro leitor, não raros são aos momentos em que as decisões são tomadas de forma desarrazoadas, ou seja, ausentes de qualquer vínculo da razão e oriunda da total inobservância dos princípios éticos.

Retornemos ao caso do professor, que certa feita em sala de aula professa impropérios vexatórios e infames a respeito de Universidade da qual ele não pertence de forma pejorativa em relação a alunos, docentes e à própria Instituição, disparando em sala de aula: - Ainda bem que são meus alunos, porque se fossem da Instituição X (risos) jamais conseguiriam entregá-lo.
Tal profissional Pode fazer uso da livre expressão? – sim ele pode, mas questiono caro leitor, Deve ele proferir tal sentença pré-concebida; exacerbando preconceito inútil que só faz um desserviço à sociedade, justamente de profissional que deveria dar o exemplo àqueles a quem se dirige, sendo referencial dos bons costumes e da ética profissional?

Mestre, que segundo os ditames juramentados em celebração solene deve zelar, sobretudo, pelo tratamento digno e equânime das pessoas respeitando suas individualidades, comprometendo-se a construir profissionais bons e justos e, por conseguinte, uma sociedade mais justa.

Digo mais, além de desarrazoada decisão, até punível e tipificável pelo crime de difamação previsto em nosso código penal, tal discurso em nada contribui para a criação de profissionais de fato comprometidos com o desenvolvimento deste país, presta um desserviço à sociedade e não merece sequer sua titulação acadêmica, pela prática de comportamento potencialmente banível que inclusive e, no mínimo, deve ser severamente rechaçado pelos próprios alunos em respeito à Ética. Não se pode compartilhar de tal comportamento, tampouco aceitar manifestações de desapreço infames em relação a pessoas, instituições educacionais e empresas.


Este, caro leitor, é somente um exemplo do tema deveras importante denominado Ética, mas lembre-se, a moral enquanto aplicação dos princípios éticos deve sempre levar em consideração o respeito pela dignidade humana (Inciso III, art. 1° da Constituição Federal), o respeito pelo próximo, o respeito pelas pessoas e de tudo em que nele há e que não nos pertence, merecendo nosso imenso respeito.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Criatividade Corporativa

Quase que invariavelmente persiste nas empresas a filosofia de investir muito pouco na formação, no aperfeiçoamento e na especialização da principal matéria-prima, o Homem.

No mais, o que se verifica é que as organizações estimulam comportamentos robotizados, mesmo após mais de um século da Revolução Industrial, momento histórico marcado pela visão homem - máquina, despojado de necessidades de desenvolvimento e aperfeiçoamento.

As organizações acabam, por si só, estimulando comportamentos incongruentes com a eficácia e eficiência e não alinhados com a macroestratégia organizacional.

Não se pode esquecer, entretanto, que o Homem, diferentemente de todas as máquinas e tecnologias existentes e demais espécies deste planeta, possui o poder da criação. Neste sentido, sua capacidade inventiva e criativa deve ser explorada pelas empresas, permitindo que as pessoas sejam valorizadas e participem do processo produtivo ativamente, por meio da oitiva de suas ideias, que, em sendo viáveis, sejam implementadas.

O próprio Homem dentro das empresas é o principal responsável pelos resultados, neste contexto, enganam-se àqueles que pensam que a mera aplicação de novas tecnologias pode substituir a criatividade humana. Evidentemente, a tecnologia permite acelerar, aprimorar e tornar viáveis alguns dos processos produtivos por meio da redução de custos com mão-de-obra, todavia, este não é o único caminho, tampouco pode servir como justificativa para julgar o Homem obsoleto.

O Homem quando bem estimulado, valorizado e prestigiado pela organização, tenderá a produzir mais e de maneira mais eficiência.

Em síntese, como os bons vinhos, o ser humano se torna melhor quanto mais velho, ou seja, quanto mais experiente e capacitado, melhores serão os resultados alcançados.
Isto posto, descobrir, lapidar e desenvolver talentos é condição fundamental para garantir a perenidade das organizações, num ambiente cada vez mais competitivo e cujos recursos são cada vez mais escassos.

O tema merece destaque nas empresas, ao menos para aquelas que pretendem ter vida longa. Não se permitem mais divagações filosóficas ou postergação da implementação de uma política empresarial de valorização de pessoas. Quer seja nas micro ou nas grandes empresas, mesmo entendimento deve ser o compartilhado, segundo o qual não se obtém bons resultados se o recurso humano não está sendo desenvolvido par e passo com os objetivos estratégicos definidos pela organização.

Para Tod Barnhart “Muitas organizações apontam para o nada e acertam com incrível precisão”.

Não se permite mais no mercado, os chamados “tiros no escuro”, o desenvolvimento do Homem, neste ponto, é condição principal e fundamental, sendo seu desenvolvimento profissional e valorização por meio da meritocracia, a pedra fundamental de todo o processo produtivo.

São pouquíssimas as empresas, entretanto, que convergem neste sentido, ou seja, que valorizam e possuem programas sistematizados de transformação da mão-de-obra e desenvolvimento de talentos. No mais, em que pese à volatilidade do mercado, repousam serenas em resultados passados frágeis que se esvaem rapidamente dragado pela eficiência de outros concorrentes, acumulando perdas sistemáticas e regulares, além da deterioração dos processos organizacionais. Todas as demais perdas, inclusive financeiras, são meramente decorrentes desta.

As empresas que acordarem para o fato de que seus negócios dependem essencialmente da criatividade e do desenvolvimento de sua mão-de-obra, estarão mais propensas a obtenção de resultados favoráveis.






sábado, 22 de outubro de 2016

Não espere pelo Epitáfio

Vida corrida, agitada, informação abundante, consumo desenfreado, bem vindo ao século XXI. A era da informação veio pra ficar, mas será que esse é o caminho?

No trabalho o homeoffice promete flexibilizar o horário de trabalho, com a oferta de execução laboral num ambiente mais familiar, digamos, mas que tem como pano de fundo, em verdade, a ampliação do tempo dedicado às organizações.

Há pessoas que entram em desespero, afinal de contas para ser mais eficiente e garantir seu espaço no mercado de trabalho é necessário trabalhar e estudar mais e mais, não sobrando tempo para “outras coisas”.

Essa obsessão trazida pelo mundo competitivo, cuja premissa está calcada no poder e no dinheiro, pra se ter o status referencial de uma sociedade em pleno caminhar ao colapso, está nos aproximando do esgotamento.

Cada vez menos tempo para a família, para os amigos, para você. – É, meu caro, realmente o epitáfio vem aí.

Lembro-me da velha frase: “eu não levo trabalho pra casa” ou “eu não misturo trabalho e casa” – isso é uma bobagem, uma mentira contada por nós mesmos com a finalidade de abstrair-se da realidade dos fatos. Em verdade nós vivemos o todo e o nada ao mesmo tempo, com sentimento de invulnerabilidade até que o epitáfio chega. Misturamos sempre, levando as agruras do trabalho pra casa e as insatisfações da casa para o trabalho. O ser humano é indissociável, de modo que sempre haverá reflexos numa ou outra dimensão da vida, vide os ensinamentos de Sigmund Freud.

Pra onde estamos indo? Pra onde nossa sociedade está indo?
A busca por mais luxo, mais bens materiais levará a nossa sociedade ao esgotamento, certamente, uma vez que quanto mais se tem, mais se quer. Parece massa de pão, quanto mais bate, mais cresce.
Isso me lembra inclusive, uma velha frase cristã: “Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” Marcos 8:34-38

O epitáfio está chegando e os indicadores profissionais podem até estar muito bons, mas como vão os teus indicadores com sua esposa, marido, filho, filha, mãe, pai, amigos e com a sociedade, com a solidariedade?

Não espere pelo epitáfio para melhorar teus indicadores pessoais; as pessoas passam, a vida passa, mas as organizações ficam; essas continuarão por aí daqui a 100, 200 anos, se houver planeta para nossos filhos, netos, - é claro, mas fique tranquilo, fá-lo-ia sem reserva, que até lá você já estará aposentado pelas novas regras do governo.

Isto não quer dizer que não se deva dar importância à atividade humana no trabalho ou que essa possa ser feita de maneira desleixada ou desidiosa, muito pelo contrário, deve ser eficiente e eficaz, todavia, há que se ter em mente que a vida vai muito além das paredes da organização. Ocupar-se no trabalho é importantíssimo, mas viver fora dele também é fundamental.


Mas como administrar o pouco tempo que temos até o epitáfio? Apesar de ser uma pergunta deveras complexa caro leitor, a resposta está mais perto do que imaginamos, dentro de nós mesmos, custa enxergar, mas espero que você não espere pelo epitáfio para compreendê-la. Pensemos nisso.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Gestão da Competência Intelectual


Na era do conhecimento, mercados globalizados e competitivos, não se pode mais garantir o sucesso ou a permanência da empresa no mercado, com base unicamente no acompanhamento contábil e aferição do lucro obtido através do cálculo de receitas menos despesas.

Um crescimento consistente e sustentável da empresa deve vir acompanhado de investimentos em desenvolvimento do capital humano da empresa. Em verdade, trata-se de investimento no ativo intangível, de difícil mensuração, mas de impacto direto no desempenho da organização.

A gestão da competência intelectual da organização depende da gestão de competências e da gestão do conhecimento. A gestão de competências compreende três fatores: conhecimento, habilidade e atitude.

O conhecimento depende da aquisição de informações obtidas pela pessoa ao longo dos anos através da prática, da leitura e da participação em cursos e eventos; a habilidade compreende a capacidade da pessoa em aplicar o conhecimento na prática e obter resultados favoráveis à empresa; a atitude representa o comprometimento da pessoa com os objetivos organizacionais. A gestão do conhecimento compreende o desenvolvimento humano e o fomento ao desenvolvimento intelectual das pessoas, através da implementação de ambiente organizacional favorável a aquisição, troca e aplicação do conhecimento.

Com efeito, a gestão da competência intelectual da empresa envolve a mantença e desenvolvimento do know how (conhecimento), como diferencial competitivo da organização em face das instabilidades mercadológicas que ensejam competição acirrada.

No modelo de Porter (Engenheiro Estadunidense e professor da Universidade de Harvard), as forças competitivas que exercem influência sobre a empresa resumem-se a cinco, conforme modelo da figura abaixo, no entanto, atualmente já podemos considerar que existe uma sexta força não prevista no modelo de Porter, que impacta direta e fortemente sobre o desempenho da empresa, qual seja, o conhecimento.






No que tange a gestão da competência intelectual, a empresa precisa identificar sua core competence (competência essencial), além verificar o gap (diferença) entre a competência existente atualmente na organização e a competência necessária para manter a empresa competitiva e com resultados favoráveis.

A competência intelectual da empresa é um importante fator invisível do balanço patrimonial, influenciando, contudo, decisivamente nos resultados da organização. As grandes multinacionais que conseguem manter um alto grau de competitividade e de participação no mercado possuem notória competência intelectual, o que ajuda a valorizar suas ações no mercado. Não são poucos os casos em que o valor das empresas no mercado de ações está acima de seu patrimônio líquido, haja vista sua capacidade de transformar, inovar, superar crises e expandir seus negócios, como é o caso de gigantes do mercado, como a Coca-Cola, Microsoft, Apple e Sony.


Normalmente as empresas tendem a manter o status quo (estado atual e estável), no entanto, para manter a competitividade no mercado atual, é necessário reinventar sempre, através da aplicação de novos conhecimentos, desenvolvendo novas habilidades e demonstrando novas atitudes de comprometimento e entrega quanto à consecução dos objetivos organizacionais.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Técnicas para aumentar seu desempenho em concursos


1ºDica-Eliminação

Primeiramente o candidato deve verificar se existe alguma questão com uma resposta absurda ou visivelmente errada, pode parecer simples, mas isso aumenta muito a sua probabilidade de acertar.
Por exemplo: em uma questão com 5 alternativas, a probabilidade de acerto é de 20%, caso seja eliminado apenas uma alternativa a probabilidade já aumenta para 25%

2º Dica – Repetição

Verifique se há respostas que se repetem, caso existam, estas tendem a ser as corretas.
a)Cachorro E Cavalo
b)Vaca e Gato
c)Gato e Cachorro
d)Gato e Macaco
e)Cachorro e Macaco
 
 
3º Dica – Semelhança

Atentar para respostas semelhantes, possivelmente a resposta será uma delas.
a)10,8
b)15,2
c)15,5
d)18,2
e)20,5
 
 
4º Dica – Generalização
Alguns exemplos de palavras que generalizam assuntos: nunca, jamais, sempre, completamente, incondicional, ninguém, todos, definitivamente e totalmente.  Nestes casos, quando houver generalizações as respostas tendem a não ser correta.
 
5º Dica – Inicie a prova pelas questões mais simples
6º Dica – Utilize todo o tempo da prova
7º Dica – Analise Editais Anteriores
8º Dica – Avalie provas anteriores
9º Dica – Avalie notas de corte
10º Dica – Descanse antes da prova e alimente-se bem
 

sábado, 25 de abril de 2015

PLANEJAR É PRECISO

Planejar é preciso e essencial em qualquer atividade humana. Não é à toa que o planejamento é uma das quatro funções do Administrador, precedendo todas as demais.

Não obstante, o planejamento não se restringe apenas ao ambiente empresarial e às atividades do Administrador, mostrando-se necessária desde a tarefa mais corriqueira até a mais trabalhosa. Até mesmo na atividade de levantar-se pela manhã e sair para o trabalho ou escola, está presente o planejamento no tocante a existências de horários predefinidos para acordar, lavar-se, vestir-se ou tomar café.

Todos em algum momento exercem a posição de planejador, seja em casa ou no ambiente de trabalho, quer seja no planejamento dos gastos familiares, quer seja no planejamento dos gastos de custeio de uma empresa.

No mais das vezes, contudo, muitos gestores dentro das mais variadas organizações ou instituições decidem pular esta importante etapa passando à execução das atividades propriamente dita, correndo o risco de se deparar, posteriormente, com fatores que impedem à conclusão do projeto.

Não se deve confundir, entretanto, planejamento com a ação de alimentar uma ferramenta eletrônica (software) em computador, com dados e informações e esperar que o computador oriente as ações que devem ser realizadas de forma automática ou executá-lo apenas para cumprir com a praxe administrativa a fim de satisfazer à exigência da chefia. Engana-se àquele que prescinde do planejamento, julgando-o desnecessário ou elaborando-o com desídia ou displicência, equivocando-se em relação a prazos, custos e especificações do projeto.

É importante ressaltar que recursos humanos, equipamentos, tempo e capital disponíveis geralmente são escassos e que deles depende a viabilidade de implementação de qualquer projeto, portanto, esses devem ser planejados de forma adequada e sem desperdícios.

Para aqueles que entendem o planejamento como perda de tempo, é importante ressaltar que não se deve planejar por planejar, mas se deve planejar para minimizar, mitigar ou reduzir os riscos inerentes à implementação de qualquer projeto ou atividade, empresarial ou não, desde a obtenção do diploma universitário, à abertura de uma empresa ou conclusão de um projeto.




domingo, 5 de abril de 2015

O DESENHO DE CARGOS NAS EMPRESAS

Desenhar cargos significa, em síntese, atribuir tarefas, competências e deveres a determinados postos de trabalho, segregando as tarefas por especialidade ou por projeto, de modo que os serviços dentro da empresa sejam feitos de forma organizada, visando alcançar os desideratos da organização.

Neste sentido, percebemos que a disposição dos cargos dentro da empresa não é feita de maneira aleatória, mas com base na visão de mercado da empresa e em sua demanda quanto aos processos necessários para transformar os insumos ou entradas, em produtos ou serviços, que são as saídas do sistema.

O desenho de cargos vem sendo aplicado às organizações desde a Administração Clássica de Taylor e Fayol, passando pela Administração Humana de Elton Mayo e pela teoria da burocracia de Max Weber e chegando modernamente à Administração Contingencial.

Com efeito, importante distinguir estes quatro modos de visão, quanto ao desenho de cargos, que formam o desenho organizacional, supedâneo em diferentes teses e momentos históricos que influenciam, contudo, o método de trabalho das empresas.

No desenho de cargos proposto por Taylor e Fayol, o homem era visto como apêndice da máquina e extremamente motivado pelo dinheiro apenas, o denominado homo economicus. Podemos dizer que na administração clássica, a ênfase da energia administrativa recaiu sobre o motion study, estudo dos tempos e movimentos, como meio de alcançar o melhor da execução das tarefas. Nesta teoria, evidenciamos ainda o isolamento do funcionário, que se reportava apenas ao seu superior imediato; pensar era tarefa para o gerente, enquanto o funcionário deveria executar apenas e tão somente, sem qualquer vínculo adicional com qualquer outra parte da empresa.

Em oposição ao desenho de cargos proposto pela administração clássica, Elton Mayo, propôs em sua teoria das relações humanas, uma visão de cargo mais ampla e completamente vinculada com as demais áreas da empresa, em que a liderança, a participação e o ambiente amigável seriam atributos ou elementos fundamentais para conceber um desenho de cargos adequado aos fins da organização.

No entanto, para Max Weber, idealizador da teoria da burocracia, o homem seria apenas um apêndice da estrutura organizacional, passando esta, a ser um fim de per si, visando à consecução dos resultados almejados pela empresa. Portanto, a estrutura era vista como o verdadeiro desiderato da organização e tudo era feito em razão dela. O cargo passou a ser visto como integrante de uma estrutura organizacional em que a especialização, a organização e métodos, os registros, normas e os processos, seriam as bases de uma organização eficiente. A teoria da burocracia, no entanto, pela sua rigidez e inflexibilidade acabou não atendendo a nova ordem mundial, em que a agilidade e a capacidade de mudança da visão organizacional passaram a ser requisitos fundamentais ao sucesso da empresa. Cabe lembrar, que a estrutura da burocracia ainda é amplamente utilizada no serviço público, historicamente reconhecido pelo não atendimento eficiente de seu público alvo, qual seja, a população.

Mais moderna que as anteriores, a teoria contingencial do final do século XX, tem foco na mutabilidade do mercado. Sendo assim, visando acompanhar tais mudanças com a velocidade necessária para manter a empresa competitiva, a teoria da contingência prega que o desenho de cargos deve ser alterado com facilidade e conforme as necessidades criadas pelo mercado. Neste contexto, surgem os desenhos de cargos por projeto, o conceito de equipes de trabalho, estruturas hierárquicas matriciais e estrutura horizontal mais alongada, fruto do downsizing (enxugamento de níveis decisórios) e da reengenharia, visando permitir maior agilidade na tomada de decisão, bem como redução de custos de operação. A melhoria contínua e os 14 princípios da qualidade, proposta por Deming, passa ainda a ser amplamente difundida e aplicada na melhoria dos processos organizacionais.

O desenho de cargos é fundamental para manter as operações da empresa de forma adequada, garantindo o sucesso da organização. Não obstante, escolher um desenho de cargos ideal envolve ainda a satisfação das pessoas ocupantes desses cargos. Para isso, priorizar o enriquecimento dos cargos job enrichment, agregando tarefas desafiadoras e motivadoras, visando aumentar os fatores satisfacientes e implementar recompensas e benefícios que premiem o desempenho excelente, visando minorar os fatores insatisfacientes são fundamentais para manter o sucesso do desenho organizacional.

sábado, 22 de novembro de 2014

O instituto da pré-qualificação na lei de licitações

É inequívoco que a lei de licitações preconiza a obtenção da proposta mais vantajosa para a Administração Pública, contudo, o arcabouço de regras, normas e prazos previstos na legislação, no mais das vezes chama a atenção pelo excesso de burocratização no âmbito público, no entanto, há que se ressaltar também as boas práticas também insculpidas em alguns dos dispositivos legais, que muito embora sejam de certa forma modernos são pouco utilizados no âmbito da Administração Pública Direta e Indireta.
Este é o caso da pré-qualificação prevista no artigo 114 da lei de licitações:

“Artigo 114. O sistema instituído nesta Lei não impede a pré-qualificação de licitantes nas concorrências, a ser processada sempre que o objeto da licitação recomende análise mais detida da qualificação técnica dos licitantes.

Ocorre que a pré-qualificação antecede a própria licitação, mas não dispensa é claro a feitura de Edital e análise das condições previstas no artigo 27 da lei, no que se refere às condições de habilitação jurídica, qualificação técnica, qualificação econômica e regularidade fiscal e trabalhista.
Não obstante, a pré-qualificação figura-se como um instrumento que traz diversas vantagens, tais como:
1 – Não existe a necessidade de orçamento ou dotação, uma vez que se trata apenas da seleção de empresas que atendam aos requisitos para entrega de produto ou execução de serviço;
2 – Poupa tempo na licitação, uma vez que a fase de habilitação, que é a mais morosa do certame licitatório, em que as empresas costumam entrar com recursos e ações na justiça, já terá sido concluída;
3 – Diminuição das empresas concorrentes no certame, restringindo-se àquelas que de fato possuem condições de adimplemento do Edital;

Tomemos como exemplo, a situação de um Município que resolve construir uma ponte e que este dependa ainda de orçamento proveniente do Estado. O Município não precisa esperar pela liberação da dotação para então iniciar o projeto básico, executivo e o Edital; o Município poderá iniciar a fase de habilitação, publicando as condições de execução da obra e realização a pré-qualificação de empresas interessadas no objeto e que reúnam condições de executá-la, bem como condições de habilitação previstas no artigo 27 já mencionado. Cabe ressaltar que a pré-qualificação tem validade por um ano.

Portanto, a utilização da pré-qualificação poupa tempo, trata as empresas com isonomia e visa uma Administração Pública que atenda a sociedade de modo pró-ativo e diligente, como vistas ao atendimento do interesse público.

domingo, 2 de novembro de 2014

A questão do assédio moral nas relações de trabalho

Não é à toa que os processos trabalhistas cujo o objeto é o assédio moral se avolumam nos Tribunais. Não obstante os diversos estudos na área de gestão de pessoas que indicam a necessidade premente de tratamento equânime, isonômico e com respeito às pessoas no ambiente de trabalho, não são poucos os “líderes” que exercem a liderança através de métodos e práticas tiranas coercitivas e senão vexatórias que expõe colaboradores ao exercício do trabalho sob pressão desproporcional e que no mais das vezes, contraria e fere o princípio da dignidade humana insculpido no inciso III do artigo 5 da Constituição Federal.

Observa-se que as relações no ambiente de trabalho estão alicerçadas sobre o tripé consubstanciado pelo respeito ao trabalho, ao trabalhador e à dignidade da pessoa humana.

Deve-se respeitar o trabalho, porquanto é por meio do trabalho que se constrói toda a sociedade, uma vez que para sobrevivência humana cada serviço tem seu valor. Não podemos nos esquecer que aquele que trabalha presta um serviço, que é o ato de servir, ou seja, todo trabalhador é um servidor e enquanto servidor, merece respeito no cumprimento de seu dever.

Por consequencia deve-se dignificar o trabalho e respeitar o trabalhador, em consonância com o princípio do respeito à dignidade humana, condição fundamental para a mantença das condições de trabalho.

Ressalta-se que a lei resguarda o direito do trabalhador, neste sentido, todo aquele que tenha sua dignidade ofendida no exercício do trabalho deve recorrer à justiça.

Segundo o Ministério do Trabalho, pode-se definir assédio moral como:

O assédio moral nas relações de trabalho ocorre frequentemente, tanto na iniciativa privada quanto nas instituições públicas. A prática desse crime efetivamente fortalece a discriminação no trabalho, a manutenção da degradação das relações de trabalho e a exclusão social. (http://portal.mte.gov.br/data/files/8A7C812D3CB9D387013CFE571F747A6E/CARTILHAASSEDIOMORALESEXUAL%20web.pdf)

O assédio moral ocorrerá sempre que atos cruéis e atitudes violentas forem evidenciadas contra os trabalhadores. Ademais, os trabalhadores são postos em situações vexatórias e constrangedoras, vilipendiando-os moralmente, com o intuito de desqualificar e desestabilizar emocionalmente o trabalhador.


O trabalhador deve buscar a justiça, com a finalidade de afastar tal prática nefasta e devastadora que afeta diretamente as relações trabalhistas e o respeito à dignidade humana.

domingo, 14 de setembro de 2014

PLANO DE NEGÓCIOS

Um plano de negócios bem elaborado, abre caminho para o sucesso do empreendimento. Isso porque planejar é a primeira e mais importante tarefa do empreendedor. É preciso planejar antes de empreender, para que os riscos, inerentes à atividade empresarial sejam minimizados.

Não é a toa que a ferramenta da qualidade do PDCA (PLAN, DO, CHECK, ACT) traga como primeira tarefa o “PLAN” de planejar. Não obstante um bom plano de negócios deve contemplar, dentre outros aspectos, o mapeamento de tudo o que será feito, definir os limites do negócio a ser implantado, identificar riscos, pontos fortes, pontos fracos, com a finalidade de analisar o investimento a ser realizado.

Mas isso não é o bastante, o empreendedor deve tomar certos cuidados em relação ao capital de giro necessário para o início das atividades da empresa, com vistas a suportar os gastos iniciais durante o tempo em que a empresa não auferir receita suficiente para se manter.

Ademais, é importante que se faça cálculos adequados do ponto de vista econômico, para projetar receitas no tempo, bem como considerar os encargos inerentes às atividades, tais como tributos, inflação, gastos administrativos e operacionais, além de previsão de créditos para liquidação duvidosa (calotes).


Neste sentido, para empreender com perenidade, primeiro faz-se necessário planejar com qualidade.

sábado, 6 de setembro de 2014

A importância da Cadeia de Suprimentos

O objetivo principal de qualquer sistema logístico é atender aos clientes. Isto porque a logística compreende todo o processo, da fabricação à entrega do produto. Não se pode esquecer que um lead time enxuto, ou seja, adequado às necessidades dos clientes é fundamental. Neste sentido, cabe observar que o lead time é justamente o tempo necessário para atendimento do cliente, desde a produção.
É justamente para atender à lead time cada vez mais baixos, que cresce a importância da gestão da cadeia de suprimentos ou supply chain management (SCM) que permite à empresa, estabelecer um processo de atendimento ao cliente de forma enxuta e organizada, perpassando inclusive pelos seus fornecedores e parceiros, que também terão acesso à informações sobre dados de vendas, demandas, cronogramas de produção, com a finalidade de ajustar o fornecimento de insumos de forma sincronizada.
Neste sentido, cabe citar que:

Para habilitar esse grau de visibilidade e transparência, a sincronização requer um elevado nível de alinhamento de processos, que por si só exige um nível mais elevado de trabalho colaborativo. Essas são as questões às quais devemos retornar. (Christopher, 2013, p.169).

A cadeia de suprimentos passa a se tornar uma confederação de empresas que comungam de um mesmo objetivo e que fornecem vantagens em seu relacionamento umas às outras.
A ideia central é a otimização dos recursos, comprando insumos no tempo certo e entregando os produtos transformados também no tempo certo. Imaginemos por exemplo uma grande rede de supermercados, que precisa manter os produtos sempre disponíveis aos clientes, mas que, por outro lado, não deve manter muito desses produtos avolumando-se no estoque, porquanto esse é um custo para a empresa; neste caso, caso o fornecedor dos produtos tenha acesso aos dados de venda, poderá programar sua produção e seu lead time de tal modo que garanta o abastecimento, sem, contudo, onerar seu supermercado parceiro na cadeia de suprimentos.
Neste sentido é necessário criar as chamadas redes de “quick response” ou resposta rápida, de modo que as freqüências de entrega ocorram dentro dos prazos previstos, para, concomitantemente, reduzir os custos com estoques e garantir a disponibilidade dos produtos.
É notório, contudo, que a gestão da cadeia de suprimentos deve levar em consideração a complexidade do processo, tanto a montante quanto a jusante, ou seja, tanto antes quanto depois da fabricação, dos insumos à produção e da produção à entrega. Deve ser levado em consideração ainda a complexidade de variação, ou seja, a quantidade de produtos a ser comercializado, uma vez que da multiplicação de produtos decorre a dificuldade de previsão de estoques.
Além disso a complexidade do produto a ser fabricado, caso depende de diversas peças distintas, a cadeia de suprimentos e, consequentemente, fornecedores será cada vez maior. A uniformização de insumos que sejam comuns para o maior número de produtos a serem fabricados, pode ser uma boa solução, principalmente para as empresas que fabricam equipamentos eletrônicos.


CHRISTOPHER, Martin. Logística e Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. 3. ed. São Paulo: Cengage, 2013.