Administrando empresas

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sexta-feira, 18 de abril de 2014

Liderar é pra poucos

Constantemente se ventila no ambiente organizacional a importância da liderança transformadora e da liderança motivadora, como impulsionador dos processos produtivos no que se refere ao correto direcionamento das pessoas.

Contudo, é notório que liderar é pra poucos, mas por que isto ocorre?

Não se pode precisar ou definir as razões que originam a falta de líderes natos dentro das empresas, no entanto, pode-se atribuir essa falta de líderes a alguns fatores, tais como: desconhecimento de preceitos afetos à psicologia organizacional, desconhecimento dos preceitos relativos à motivação humana, excessivo apego à autoridade decorrente apenas do cargo, discurso não condizente com a prática, entre outros.
A liderança efetivamente se dá pelo exemplo, através das atitudes positivas e por meio de ações motivadoras, com a finalidade de criar uma equipe ou um time sólido e unido.

Neste sentido, não se pode chefiar, ao invés de liderar, ou seja, conduzir as pessoas por meio da coerção, por meio da ameaça ou da mera exigência sem levar em consideração a necessidade das pessoas.

Afinal de contas, de pessoas as organizações são feitas, com efeito, para liderar pessoas e não chefiá-las, o líder deve fazer com que as pessoas o sigam porque entendem que este é o melhor caminho e porque o líder está preparado para dirigir-lhes ao objetivo por suas qualidades pessoais e não por suas meras designações funcionais e hierárquicas.

terça-feira, 11 de março de 2014

Pessoas e Tecnologia nas organizações

As ferramentas de TI são instrumentos importantes, sem dúvida, para o desenvolvimento de qualquer organização. Contudo, o uso do Business Inteligence combinado com Datawarehouse e Data minings poderosos, bem como infraestrutura de hardware adequada não garante o sucesso da empresa no mercado, porquanto as organizações são formadas, sobretudo, por pessoas.

São as pessoas que dominam os processos, que produzem, que pensam e interagem com foco na consecução dos objetivos organizacionais.

Na verdade, sistemas de informação gerenciais  (SIG), sistemas gerenciadores da cadeia de suprimentos (Supply chain) ou sistemas de gerenciamento do relacionamento com o cliente, de nada adiantam se não forem implantados mediante a análise, modelagem, implantação e gerenciamento dos processos, que são realizados essencialmente por pessoas.

Não se pode esquecer, no entanto, que a força humana é um recurso fundamental, porém de difícil gerenciamento, uma vez que não são máquinas programáveis ou tampouco sistemas fechados. A força humana é, essencialmente, a força motriz da criatividade, que possui anseios e necessidades, forças e fraquezas e é, em suma, influenciado pelo meio em que vive.

Portanto, lapidar pessoas é preciso; fazer com que elas trabalhem em equipe também, contudo e principalmente, é necessário respeitar as pessoas em sua essência de caracterização peculiar e distinta.

Neste contexto, cabe ao gestor exercer a liderança pelo exemplo, respeitando as pessoas, em prol não apenas da organização, mas do bem das relações humanas dentro do trabalho.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

A GESTÃO DO CONHECIMENTO

A Gestão do Conhecimento é uma necessidade premente das empresas, porquanto desenvolver o Know – How (saber) das pessoas na organização é imprescindível às empresas contemporâneas, para mantê-las vivas no mercado através da inovação e criatividade em seus processos que são advindos, em verdade, das pessoas.
Deste modo, podemos dizer que as pessoas são indiscutivelmente o maior ativo das empresas, sendo requisito imprescindível ao desempenho da organização.
Neste contexto, no entanto, algumas questões precisam ser respondidas, quais sejam:
a)  Como favorecer a criação de conhecimento novo na empresa?
b)  Como fazer com que todos os colaboradores se apropriem deste conhecimento
novo?
c)  Como reter o conhecimento do funcionário que se afasta da organização?

Inicialmente, impende salientar que o favorecimento do processo de conhecimento na empresa somente é conseguido através de uma política empresarial que favoreça, sobretudo, a abertura as ideias advindas das pessoas, do fomento da participação das pessoas no processo de inovação dos processos e do reconhecimento das ideias e da participação das pessoas através do reconhecimento pessoal e profissional dos colaboradores.
Contudo, a apropriação do novo conhecimento produzido pela inovação e criatividade dos colaboradores somente é conseguido se existe, igualmente, uma política e compartilhamento do conhecimento através de treinamentos, capacitação, comunicação e liderança que permita a incorporação do conhecimento à rotina operacional.
Isto posto; primeiro cria-se o novo conhecimento, inova-se o processo e comunica-se a nova metodologia a toda à organização, fazendo com que o processo SECI ou da espiral do conhecimento tenha o efeito desejado, qual seja, de inovar e compartilhar o conhecimento e trazer benefícios à empresa.
Para finalizar, frisa-se a necessidade de reter o conhecimento dos funcionários da organização, transformando o conhecimento tácito (pessoal) em conhecimento explícito (normas e regulamentos) permitindo que outras pessoas possam utilizar-se do conhecimento cujas informações estão disponíveis de maneira explícita e acessível.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A AVALIAÇÃO 360 GRAUS

Nova tendência na avaliação do desempenho dos empregados, a Avaliação 360 graus compreende uma análise mais acurada acerca do comprometimento do empregado com os objetivos organizacionais, analisando, sobretudo, a sua competência comportamental e técnica, bem como os resultados obtidos, através da ótica de avaliação de pessoas com quem interage, tais como: os seus superiores, subordinados, colegas de equipe, clientes e até mesmo a sua auto-avaliação.

Com as novas tendências proporcionadas por uma nova visão organizacional, decorrente da melhoria contínua, reestruturação, reengenharia de processos e outras técnicas cujo objetivo coloca a atuação da empresa mais voltada ao cliente, uma nova metodologia de avaliação de empregados também se faz necessária. Neste contexto, em que a competitividade e a globalização exercem forte influência, o empregado não pode ser mais avaliado apenas quanto à execução rotineira do trabalho.

Notadamente, mesmo as execuções mais simples e rotineiras, mormente atreladas ao denominado “chão de fábrica” ou “área de produção”, já não exigem somente qualificações voltadas à execução do trabalho contínuo, e repetitivo; envolvendo também, competências comportamentais e organizacionais, considerando a necessidade de interação integrupal; trabalho em equipe; visão sistêmica da organização e esforço voltado ao cliente.

Importante lembrar ainda, que a estrutura das organizações cada vez mais “horizontalizadas”, aproximam os empregados dos clientes, derrubam barreiras entre as áreas da empresa e exigem novas competências dos empregados.

A avaliação 360 graus quebra o velho paradigma do foco do empregado em atender aos anseios dos seus superiores apenas (chefe, diretor, presidente da empresa), passando a ter como foco todos àqueles com quem interage e, sobretudo, o cliente, que passa a ser o principal destinatário dos esforços da empresa, reforçando a cultura da melhoria contínua e da qualidade voltada ao cliente.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Teoria da Informação e a Administração de empresas

A Administração de empresas é uma arte; uma arte que ajuda a construir empresas e a edificar a sociedade.
Deste modo, reconhecendo a importância da administração de recursos humanos e materiais escassos, o homem tentou, ao longo dos anos, descobrir qual é a melhor aplicação dos métodos administrativos para alcançar o melhor resultado.
Iniciando na teoria da administração científica de Taylor, passando pela teoria da burocracia de Weber e chegando as mais recentes técnicas administrativas, o homem busca a maximização de resultados.
Neste sentido, cada momento da história humana é marcado por uma teoria da administração. E neste contexto não se pode deixar de citar que na era atual, os administradores agem sob os princípios da teoria da informação.
Nunca a informação foi tão relevante para as empresas. Tê-la, conquistá-la e processá-la é fundamental para conquistar os objetivos organizacionais. Com efeito, a utilização de Sistemas de Informações Gerenciais, que utilizem da tecnologia da informação (TI) é imprescindível.
Os sistemas de informação gerenciais (SIG) nada mais são do que organizadores de informações, que transformam dados e controles que estão dispersos entre as unidades ou departamentos da organização, em um controle sistemático de informações único e disponível a todas as áreas.
Deste modo, podemos dizer que a alteração em um dado de venda de um produto, gera uma informação que fica disponível não somente à área comercial da empresa, mas simultaneamente disponível á outras áreas que terão, igualmente, acesso ao sistema.
Podemos dizer que a nova teoria administrativa, a que estamos submetidos, é a teoria da informação, porquanto com base em informações precisas, instantâneas e íntegras, tomamos decisões mais ágeis e consonantes com o objetivo da empresa.

A teoria da informação dá ênfase, principalmente, ao compartilhamento da informação e do conhecimento, por meio da tecnologia da informação e instrumentos tecnológicos de promoção e compartilhamento do conhecimento.

domingo, 8 de setembro de 2013

O gerenciamento da cadeia produtiva (CRM e SCM)

Pesquisas apontam que 80 a 90% dos lucros são gerados por 10 a 20% da carteira de clientes. Além disso, o custo de vender para um novo cliente pode chegar a 6 vezes mais em comparação com clientes já existentes.
Contudo, eis que surge a necessidade de identificar os 20% de clientes mais valiosos da empresa, bem como buscar alternativas para incrementar esse número.
É necessário utilizar, sobretudo, um bom sistema de SCM (Suplly Chain Management) ou gerenciamento da cadeia de suprimento visando identificar a demanda, identificar fornecedores importantes ao processo produtivo, monitorar o processo de distribuição e gerenciamento da oferta, dentro outros aspectos relevantes.
Ademais, cabe ressaltar a necessidade de utilização de um bom sistema CRM (Customer Relationship Management ou gestão de relacionamento com o cliente, com a finalidade de identificar as necessidades dos clientes, apoiando os processos de marketing, vendas e atendimento ao cliente.
Cabe ressaltar que a gestão da cadeia de suprimentos é essencial para auxiliar fornecedores, distribuidores e clientes a compartilharem informações sobre pedidos, produção, níveis de estoque e entrega de produtos, com a finalidade de buscar insumos e recursos necessários para manter o processo produtivo em funcionamento, garantindo a eficiência da empresa.
A mantença do poder competitivo das empresas depende do ajustamento de seus processos em face das necessidades de mercado, organizando a cadeia produtiva formada por fornecedores primários, secundários e terciários.
Como exemplo, cabe citar o processo de produção de um microcomputador. O microcomputador pessoal (PC) é formado por diversos componentes, quais sejam: memória, placa-mãe, HD, entre outros, deste modo, se gerencio uma empresa que produz computadores, necessitarei de memórias, que por sua vez serão fabricadas por outras empresas, que necessitam de insumos e materiais como silício e metais, que serão fornecidos ou comprados de outras empresas.
Esta cadeia de suprimentos deve ser gerenciada pela empresa, além de, é claro, a cadeia de clientes, uma vez que o fabricante do microcomputador vende a uma distribuidora, que é seu cliente direto, que por sua vez vende o microcomputador a outro cliente, ou seja, existe uma cadeia de clientes igualmente, que compõe ou necessitam do fabricante.
Todo este processo pode ser melhorado pela implementação de sistemas integrados de gerenciamento produtivo do tipo SCM e CRM.




domingo, 1 de setembro de 2013

Teorias da administração (Sistemas, TI, Contingência e Matemática)

As teorias de sistemas, teoria da matemática, teoria da tecnologia da Informação e teoria contingencial, são inequivocamente teorias fundamentais para aplicação em qualquer corporação moderna.
Trata-se de teorias complementares e cujos objetivos visam fundamentalmente à melhoria organizacional, senão vejamos:
A teoria da matemática visa a busca da solução de problemas através de métodos matemáticos previstos na probabilidade e na estatística; a teoria da tecnologia da informação visa a utilização da tecnologia para construção de um processo produtivo mais ágil e eficiente, através do uso de sistemas de informação que possibilitem decisões mais confiáveis e eficientes; a teoria contingencial prevê a aplicação organizacional em função das variáveis e mudanças do mercado e a teoria de sistemas, visa, principalmente, vislumbrar a empresa como um todo único e indissociável em que cada área tem importância “sine qua non” no processo produtivo, e que, portanto, precisa conhecer as funções e processos desenvolvidos em todas as áreas da empresa.
Cada qual com a sua função dentro da empresa; pode-se identificar a aplicabilidade de cada uma das técnicas no processo produtivo, quer seja, na melhoria da interação com o cliente através do uso da tecnologia da informação, quer seja na determinação matemática da solução em face dos indicadores e metas estabelecidos.
Não se pode olvidar, que em face das constantes mudanças de mercado, principalmente em face da volatilidade dos desejos dos clientes, a teoria contingencial acaba se tornando uma característica fundamental da empresas, ou seja, verificar tendências de mercado, tais como: aumento ou diminuição de consumo do produto ofertado pela empresa, ensejando o redesenho de processos e produtos orientados para tal mudança.
Neste sentido, de nada adianta insistir na venda do CD (Compact Disk) se a maior parte das músicas desejadas pelos clientes deve ser disponibilizada no formato MP3; ou continuar a fazer a locação de filmes em DVD, se os clientes desejam agora o Blu-Ray. Deste modo, há que se verificar tendências de mercado; tendências de aumento ou redução do consumo, aplicando a teoria da contingência.
E o que falar então da teoria de sistemas, em especial, o uso da visão holística e sistêmica, da Quinta Disciplina proposta por Peter Senge (As organizações que aprendem), em que cada área deve focar a melhoria de sua parcela produtiva, mas sempre em consonância com os propósitos e objetivos superiores da organização, contribuindo para o sucesso organizacional.

As teorias da administração são complementares, sendo que uma não exclui a outra, possibilitando a utilização de diversas, concomitantemente, para melhor organização das empresas.