Administrando empresas

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terça-feira, 24 de abril de 2012

A teoria Contingencial


A teoria contingencial pela contemporaneidade de seus conceitos e aplicabilidade de suas teses, merece destaque, porquanto reuniu as três variáveis estudadas ao longo dos anos na Administração de empresas, quais sejam: tarefa, estrutura e pessoas.
Notadamente, pela complexidade dessas três variáveis e considerando que essas não são fixas, modificando-se ao longo dos tempos e de acordo com as circunstâncias, torna-se importante a busca pela harmonização dessas variáveis de modo que os resultados da empresa possam ser obtidos.
Ao longo das teorias administrativas percebemos fragmentos destas três variáveis de modo que nunca antes foram consideradas simultaneamente. Senão vejamos; a teoria da Administração científica deu importância demasiada à execução das tarefas, contudo a teoria das Relações Humanas deu ênfase apenas aos aspectos relacionados às pessoas, enquanto a teoria de da Burocracia dera ênfase praticamente apenas à estruturação da empresa, no sentido da organização formal de cargos, procedimentos, normas e hierarquia.
Faltara, contudo, prever todas as variáveis juntas, que, pelas importâncias notórias individuais não podem ser dissociadas. Com efeito, para enfrentar a nova ordem mundial, caracterizada pela volatilidade do mercado, pelas mudanças acentuadas, freqüentes e repentinas, foi necessário que as empresas elevassem seus níveis de qualidade, produtividade, enquanto proporcionam a satisfação das necessidades individuais de seus empregados.
A teoria contingencial, assim chamada em decorrência de sua capacidade de adequação e flexibilidade estrutural para enfrentar as adversidades do mercado, propagou-se nas empresas atuais, como forma de enfrentar a volatilidade do mercado..
Neste sentido, Chiavenato (2010) cita que o modelo contingencial se baseia em cinco dimensões, quais sejam:

Variedade, refere-se ao número e variedade de habilidades exigidas pelo cargo; autonomia, refere ao grau de independência e de critério pessoal que o ocupante tem para planejar e executar o seu trabalho; significado das tarefas, refere-se ao conhecimento do impacto que o cargo provoca em outras pessoas ou na atividade organizacional; identidade com a tarefa, refere-se ao grau que o cargo requer que a pessoa execute e complete uma unidade integral do trabalho; retroação refere-se ao grau de informação de retorno que o ocupante recebe para avaliar a eficiência de seus esforços na produção de resultados.(CHIAVENATO, 2010 p.207 e 208).


                        Pela sua flexibilidade a teoria contingencial se moldou bem às necessidades das organizações atuais, em busca da congruência dos objetivos individuais e dos objetivos organizacionais.